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    Marketing Jurídico··7 min

    Como escolher uma agência de marketing jurídico

    O que avaliar antes de contratar uma agência para o seu escritório. Critérios práticos, sinais de alerta e por que a bagagem jurídica faz diferença.

    Contratar uma agência de marketing é uma das decisões mais caras de um escritório em crescimento. Cara não pelo investimento em si, mas pelo custo de oportunidade: seis meses com a agência errada significam verba queimada, leads desqualificados e, no pior cenário, uma representação em Ética por um anúncio fora do Provimento 205/2021.

    Este guia lista o que realmente importa na hora de escolher.

    1. A agência conhece o Provimento 205/2021?

    Esse é o filtro número um. O Provimento 205/2021 da OAB regula toda a publicidade da advocacia no Brasil. Ele proíbe mercantilização, captação de clientela, promessas de resultado, uso de termos como "melhor advogado" e várias outras práticas que agências generalistas usam sem pensar duas vezes.

    Pergunte diretamente na primeira reunião: "como vocês adaptam as campanhas ao Provimento 205?". Se a resposta for vaga, encerre a conversa. O risco é seu, não da agência.

    2. Quem opera a conta é de Direito?

    Aqui vale uma opinião honesta, e falo de dentro: sou formada em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRGS. Fundei a Toga justamente porque, quando trabalhei com agências generalistas, sentia que precisava traduzir o Direito toda semana. O que é uma tese, por que um caso previdenciário não é igual a um trabalhista, por que a linguagem de "resultado garantido" nunca vai passar.

    Uma agência liderada por quem é do Direito economiza esse tempo. Ela entende a jornada do cliente jurídico (que raramente compra por impulso), sabe diferenciar uma dúvida de leigo de uma dor real, e não vai sugerir um criativo que coloca sua OAB em risco.

    Não é obrigatório que toda a equipe seja formada em Direito, mas a liderança estratégica precisa ser. Do contrário, você vira o professor de Direito da sua própria agência.

    3. Foco vertical ou "atendemos qualquer nicho"?

    Agência que atende dentista, e-commerce, imobiliária e escritório de advocacia ao mesmo tempo não tem repertório para nenhum dos quatro. Marketing jurídico tem particularidades que só quem opera dezenas de contas de advogados desenvolve: palavras-chave que convertem, ângulos de criativo que respeitam a OAB, benchmarks reais de CPL por área.

    4. Cases reais, com números e área de atuação

    Peça cases. Não depoimento genérico. Case com contexto: qual área do Direito, qual verba, quanto tempo, qual foi o resultado em leads qualificados (não em cliques). Se a agência não consegue mostrar isso, provavelmente não mede.

    5. Contrato transparente e sem fidelidade abusiva

    Fuja de contratos de 12 meses com multa pesada. Marketing sério entrega resultado no trimestre. Se precisa te prender por um ano, alguma coisa está errada. Prefira mensal com aviso prévio de 30 dias.

    6. Você entende o que a agência faz?

    Relatório bom é aquele que o advogado lê e entende sem precisar de intérprete. Se o report chega cheio de sigla, CTR, CPM, ROAS e nenhum contexto do que aquilo significa para o escritório, a agência está escondendo alguma coisa. Ou não sabe o que está fazendo.

    Resumindo

    A melhor agência de marketing jurídico para o seu escritório é a que:

    • Conhece o Provimento 205/2021 na prática.
    • Tem liderança formada em Direito ou com anos de atuação exclusiva no nicho.
    • Só atende advocacia (ou majoritariamente).
    • Mostra cases com número, área e verba.
    • Não te prende em fidelidade longa.
    • Fala a sua língua no relatório.

    Se quiser conversar sobre o seu escritório, é só chamar no WhatsApp.

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