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    5 erros que queimam verba no Meta Ads para advogados

    Os erros mais comuns que fazem escritórios de advocacia jogarem dinheiro fora no Instagram e Facebook Ads. Como identificar e corrigir cada um.

    Meta Ads (Instagram e Facebook) é o canal que mais queima verba de advogado no Brasil. Não porque a plataforma seja ruim, mas porque a maioria dos escritórios (e das agências generalistas) entra achando que é só impulsionar post. Aqui estão os cinco erros que aparecem em praticamente toda auditoria que fazemos na Toga.

    1. Impulsionar post em vez de rodar campanha

    O botão "Impulsionar" do Instagram é a forma mais cara de anunciar que existe. Ele te dá zero controle sobre segmentação séria, evento de conversão, orçamento por conjunto de anúncios e teste de criativos. É bom para engajamento vaidoso, péssimo para lead.

    Anúncio de verdade se roda no Gerenciador de Anúncios, com objetivo de Leads ou Vendas, pixel instalado, evento de conversão configurado e conjuntos separados por público.

    2. Objetivo de campanha errado

    Escolher "Alcance" ou "Engajamento" quando você quer cliente é o segundo erro clássico. O algoritmo do Meta entrega para quem tem maior probabilidade de fazer a ação que você pediu. Se você pediu curtida, ele entrega para quem curte. Se você pediu conversa no WhatsApp, ele entrega para quem clica em WhatsApp.

    Para escritório, o objetivo quase sempre é Vendas (com evento de conversão de lead) ou Leads com formulário instantâneo. Alcance e Engajamento só fazem sentido em campanha de marca, e olhe lá.

    3. Público mal definido (ou "aberto demais")

    Colocar "Brasil, 25-65, interesse em Direito" e deixar rodar é receita de queimar orçamento. O Meta hoje trabalha muito bem com públicos amplos, mas combinados com um criativo que filtra a audiência. Se o criativo não filtra e o público é aberto, você paga para aparecer para curioso.

    O que funciona: público por região (raio de 20-40km do escritório para áreas presenciais), públicos semelhantes (lookalike) de quem já virou cliente, e retargeting de quem visitou a landing page ou o Instagram.

    4. Criativo genérico e sem gancho jurídico

    "Precisando de um advogado? Fale conosco!" com foto de martelo e balança não converte mais desde 2019. O criativo que traz lead hoje é o que fala da dor específica do cliente.

    Exemplo trabalhista: em vez de "Advogado trabalhista", teste "Você foi demitido e a empresa não pagou tudo? Veja o que a lei garante". O segundo filtra, educa e chama quem tem o problema real. E, claro, tudo dentro do que o Provimento 205/2021 permite.

    5. Não medir lead qualificado, só lead bruto

    O painel do Meta diz que você teve 80 leads a R$ 15. Ótimo, certo? Depende. Se desses 80, só 3 eram do seu nicho e 1 fechou, seu custo por cliente real foi R$ 1.200 — e você achou que estava pagando R$ 15.

    Métrica que importa é custo por lead qualificado e custo por cliente. Isso exige um mínimo de CRM (mesmo que seja planilha) e alguém marcando qual lead virou reunião, qual virou proposta e qual virou contrato. Sem esse dado, você está otimizando no escuro.

    Bônus: verba abaixo do mínimo

    Rodar R$ 300/mês em Meta Ads não é "testar", é jogar dinheiro fora. O algoritmo precisa de pelo menos 50 conversões por semana por conjunto de anúncios para otimizar bem. Isso, na advocacia, exige verba a partir de R$ 1.200-1.500/mês. Abaixo disso, prefira Google Ads (intenção mais alta) ou conteúdo orgânico.

    Fechando

    Se você se reconheceu em dois ou mais desses erros, provavelmente está deixando dinheiro na mesa todo mês. Antes de aumentar a verba, arrume a base. E se quiser um olhar de fora nas suas campanhas, é só chamar no WhatsApp. Vale também dar uma olhada no guia do Provimento 205/2021 para garantir que seus criativos estão dentro das regras.

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